Wednesday, February 09, 2005

Será desta?? Inch'allah!!

Será mesmo, mesmo desta???...Vamos fazer figas com os dedos dos pés e das mãos. Seria espectacular que, FINALMENTE, estes dois se entendessem. Mas, não sei porquê, tenho as minhas dúvidas... :-(
Mas assim reza o DN de hoje (desculpem lá os pontos, mas foi a única maneira que arranjei de fazer espaços entre o texto!! Não funceminava com o enter!!!):

  • Momento de esperança marca relações entre Israel e Palestina
  • O primeiro-ministro israelita e o Presidente da Autoridade Palestiniana (AP) anunciaram, ontem em Sharm el-Sheikh (Egipto), terem acordado um cessar-fogo e estarem dispostos para fazer avançar o processo de paz entre os dois povos. Para muitos - mas não para todos -, este anúncio e o encontro em si mesmo, significa uma esperança de que o fim do conflito esteja próximo. "Cheguei a acordo com o primeiro-ministro israelita, Ariel Sharon, para acabar com todos os actos de violência contra os israelitas e os palestinianos em qualquer lugar", afirmou o Presidente da AP, Mahmud Abbas (Abu Mazen), ao discursar na cimeira de Sharm el-Sheikh. Abu Mazen, que optou por falar em árabe - sinal de que estava a privilegiar mais o seu povo do que a comunidade internacional -, afirmou que "a calma que se registará a partir de hoje nos territórios será o sinal de uma nova era, um início para a paz e para a esperança".
  • O líder palestiniano recordou os pontos que dividem as duas partes - "colonatos, libertação de prisioneiros, muro, água" -, afirmou que não seriam resolvidos no encontro de ontem, sublinhando que "as nossas posições sobre eles são claras e não mudarão". Abu Mazen voltou a insistir na urgência de avançar para as negociações sobre o estatuto final dos territórios.
  • "Hoje, no meu encontro com Abbas, acordamos que os palestinianos cessem todos os actos de violência contra os israelitas em toda a parte e, paralelamente, Israel cessará as suas operações militares contra os palestinianos por toda a parte", afirmou, por seu turno, Ariel Sharon.
  • As declarações dos dois líderes foram aplaudidas pelo Presidente egípcio, Hosni Mubarak, e pelo Rei Abdullah da Jordânia e pelos restantes presentes na cimeira, enquanto os grupos radicais palestinianos - Hamas e Jihad Islâmica - afirmavam não estar "vinculados" pela decisão de Abu Mazen, a não ser que Israel dê sinais de cumprir a sua parte, libertando prisioneiros e acabando com os assassínios selectivos.
  • Os radicais não estão sós no seu cepticimo e exigências. Muitos palestinianos receiam que as posições assumidas na cimeira sejam rapidamente anuladas por um qualquer ataque. Idêntico cepticismo foi também manifestado por responsáveis israelitas a coberto do anonimato.

3 comments:

ganda said...

Ainda acreditas no Pai Natal, no Coelhinho da Páscoa e na Paz na Palestina????

Duarte Molha said...

Olá pessoal... Este acordo n é original! Já houve outros ao longo dos anos e este n será o definitivo...

Enquanto os Palestinos se encontrarem sobre ocupação de Israel sentem-se no direito de fazer ataques terroristas e n é uma assinatura do Sharon a dizer que intenciona terminar a ocupação que vai parar os ataques e o recem eleito lider palestiniano n tem qq controle sobre nenhum terrorista... Desta forma assim que houver mais um ataque lá vai tudo para o ca*****... e assim vai este mundo...

Cheers,

Duarte

Vanadis said...

Ena, ena, Ganda, já andaste aqui a fazer umas Gandalfices! Isto ficou mesmo catita, ficou sim! :-)

Ora bem. É simples, eu gostava de acreditar tanto no Pai Natal como na Paz entre Israel e a Palestina (quanto ao Coelhinho da Páscoa, não conheço o gajo, não fomos apresnetados na devida altura...além disso ainda não percebi que raio tem um coelho a ver com ovos e com a Páscoa...enfim)...

Se Israel desocupar mesmo os colonatos conforme estabelecido e se os Palestinianos tiverem uma posição de "já chega de guerra"...acredito que a Paz possa vir. Mas é como tu dizes, Duarte, se aos radicais lhes dá para um atentado, lá se vai tudo por água abaixo e lá vamos nós outra vez. Eu queria acreditar que isso não vai acontecer e que até os radicais querem Paz...queria, porque daí a acreditar...

Infelizmente é uma situação complicadíssima em que ambos os lados têm razão e em que nenhum dos lados tem razão. Os Israelitas compraram as terras e mudaram-se para lá. Mas o Povo Palestiniano, quando pôde, insurgiu-se. E começou aí a ocupação, porque obviamente que Israel não iria abrir mão daquela que foi finalmente a sua terra. Mas os Palestinianos também não queriam abrir mão daquela que consideravam a terra deles.

Os Israelitas até podiam alegar que foram expulsos dali há 2 mil anos. Mas não me parece que tenha cabimento, na medida em que também os Marroquinos podiam vir aqui alegar que o Algarve é deles, porque foram expulsos daqui. Israel, quer se queira, quer não, conquistou aquelas terras tal como Afonso Henriques conquistou as de Portugal (com a diferença de que uns usaram armas e outros usaram dinheiro). Por isso, os Palestinianos que me desculpem, mas vão ter de se conformar e aprender a viver com Israel ali ao lado.

Por outro lado, temos o ponto de vista da Palestina, igualmente válido, que se vê diáriamente confrontado por aquilo que agora é mesmo uma ocupação e segregação. Se a Palestina não começar a evoluir rapidamente, Israel vai engoli-la. Especialmente se atendermos à política de morte selectiva e de massacres em campos de refugiados que o Sharon adoptou.

Jesus, isto tornou-se uma bola de neve terrível, que só vai parar de dois modos: ou até uns aniquilarem os outros ou até apenderem a aceitar-se. Já vi ambos os lados a supirar pela paz. Mas também já os vi a declararem que paz, nunca. Há palestinianos que dizem que a terra é deles, e ponto final e que não admitem que os Israelitas estejam ali e querem expulsá-los dali e acabou-se. Mas acho que está na altura de ceder e aceitar que isso nunca vai acontercer. Tal como Israel terá de aceitar que tem um povo ali ao lado esteve ali durante 2 mil anos e que não podem continuar com estas políticas que incluem muros idiotas.

Posso ser sincera e dizer que achei que com a morte do Arafat talvez as coisas pudessem endireitar-se. Não tenho dúvidas de que o homem foi assassinado. Por quem, não sei, os candidatos são imensos, e de ambos os lados da contenda.
Mas percebe-se porque é que os palestinianos vivem na miséria em que vivem. A ajuda humanitária foi toda desviada para as contas daquele árabe traidor. A ele nunca lhe interessou o povo dele, só o dinheiro e o poder que a sua posição lhe dava. É pena que os palestinianos em geral não vejam isso. Que aquele homem só lhes deu cabo da vida.

Por isso é que a minha esperança renasceu. Porque o Arafat já não está ali e porque os novos líderes tentaram a via da paz. Tenho esperança e gostava que fosse desta. Que eles se netendessem de uma vez.

Porque o meu maior medo é que Israel perca a paciência de vez e dê cabo da palestina com uma só machadada. Bem capazes disso são eles. Já o começaram a fazer uma vez e só não terminaram porque a opinião internacional os impediu. Mas se houver uma segunda decisão de entrar á força em toda a Palestina, lá vamos nós para a III Guerra Mundial. Outra vez os cristão contra os árabes...quem é que vai ter "tomates" para enfrentar a máquina militar de Israel e dos EUA juntos? Pois se são os lobbys judeus que sustentam a economia americana, alguma vez os EUA vão negar uma aliança com Israel? E a UE vai ter de ir atrás...

Por isso, inch'allah que aqueles papalvos se entendam de vez.