Monday, June 20, 2005

“lá se põem eles a dar ideias"

Hoje não vou poder ver o “Pós e Contras” que terá inicio daqui a pouco, pois tenho de marcar presença num jantar que será uma grande festa.
A carne é fraca e o corpo pede muita, muita cerveja!

Bom, o tema será os incêndios!

Se não tivesse morrido o Álvaro Cunhal, se não tivesse ocorrido o pseudo-arrastão, que registe-se, provocou 1 ferimento, causado a uma senhora de idade, causado por uma garrafa de vidro partida no chão, e denuncia de um roubo/furto à PSP de uma máquina fotografica que “desapareceu” de um café ali na praia de carcavelos. Com o que teria sido feito os telejornais desta semana que passou?

Já agora pessoal ai de baixo, parece que também houve um arrastão na Quarteira, mas não consegui saber ao certo o que se passou, dá pra pescar alguma coisa?

Mesmo antes de começar o programa, gostava de deixar a minha opinião.

Parcos de temas de relevo na televisão, Álvaro já era... a constituição também...arrastão nem pegou assim tanto... vamos falar do quê? Em que época estamos? Época de incêndios, pois claro! Então vamos falar disso!

Pelo que sei, embora esteja longe, ainda estão 2 incêndio activos, o que me leva a pensar que houve aqui um interregno no aparecimento dos mesmos. Ora poderá ter duas razões: ou os incendiários são discípulos comunistas e quiseram respeitar o luto nacional por Álvaro Cunhal e não foram atear fogos, ou, segundo, serão todos elementos de gans e como foram para os arrastões não foram atear fogos.

Ridículas no mínimo qualquer uma delas... deixo portanto uma terceira hipótese que me surgiu quando divagava sobre isto...

Existem por trás, como se sabe, incêndios por questões empresariais (campos de golfe no ai no Algarve será, concerteza, uma delas) mas acho que a maioria vem mesmo de uma questão de orgulho.
Incendiar, pra depois ver os fogos na televisão.
Por sua vez a televisão faz uma antevisão do como poderá ser esta época no que toca aos incêndios e eles aparecem logo no dia seguinte.

Folgado em montados de sobreiro, dizia alguém, aterrado com o destino da sua cortiça: “lá se põem eles a dar ideias – vais ver que começam agora a aparecer mesmo os incendiários! É todos os anos assim!”

12 comments:

Vanadis said...

E tens razão, "lá se põem eles a dar ideias".

Outra coisa...não é "na Quarteira", :-). É mesmo "em Quarteira". E em Quarteira não me admira nada a cena do arrastão...sempre foi palco de situações semelhantes, geralmente envolvendo gangs. Suponho que a situação esteja melhor agora do que há uns 5 anos atrás, mas estar na praia à noite e ser-se rodeado por um gang com intuito de roubo (mas mais para assustar do que outra coisa) não era assim tão anormal...por isso é que depois da uma não havia vivalma na rua...
Bem, Quarteira sempre foi considerada como zona de criminalidade algo elevada.
E agora, pois é, lá se põem eles a dar ideias. Mais arrastões, mais incêndios. E quem acreditar na teoria da conspiração, até pode adiantar que, quiçá, não será algum repórter faminto que terá provocado um ou outro incêndio em prol de muitos directos na caixinha magica.

ganda said...

Essa história de "Não é na Quarteira é em Quarteira", nunca me foi bem explicada. Não estarão correctas as duas formas?

Vanadis said...

Sempre disse e ouvi dizer, dos algarvios, "em Quarteira". O "na Quarteira" é geralmente dito pelo people de fora. Acho eu.

ganda said...

mas isso significa que está errado?

ZP said...

Os algarvios é que sabem, e se nós dizemos "em Quarteira" é por que é assim que está correcto!!! ;)

Prof. Bambo said...

A facilidade com que se muda de assunto..eheheh!!

Isto dos blogues é fantástico!

Expoe-se temas como arrastões e incêndios e discute-se se é "na" Quarteira ou "em" Quarteira!!!

;-D

Vanadis said...

:-D

É como o Zepito diz, se o algarvio doz "em Quarteira", é porque é em Quarteira. Mas em Quarteira não há incêncios. Só Gangs e arrastões (mas esses, sempre houve, embora não fosse um fenómeno tipo Brasil). Os incêndios, esses, este ano saltaram até à Fonte da Benémola (Zona Protegida, ainda por cima).

Apresentou demissão said...

OK!

Já sabia que Quarteira não era um cidade com um aroma agradável, mas fiquei a saber que os quarteirenses, além de arruaceiros, também ensinam bom português ao resto do país.

E logo, que, a preposição "em" + o artigo definido "a" que forma o "na" me dava tanto jeito...

será que agora vou ter dizer, em ver de, "Estou a estudar NA Madeira", terei de dizer, "estou a estudar EM Madeira" ou "Desta vez vou aterrar EM Porto porque o bilhete é mais barato"?

Este português... mas gostei da correção, foi intrigante mas bastante curiosa.

Vanadis said...

Se é correcto ou não, não sei. Mas que todos os algarvios dizem "em Quarteira", dizem. E os nortenhos dizem "no Porto". E todo o Portugal diz "na Madeira".
Mas se quisermos outra explicação, "Porto" é masculino (daí, NO porto) e Madeira é feminino (daí NA Madeira). Quarteira é como Lisboa, hermafrodita, sem sexo, sem género. Logo, dizemos EM Lisboa tal como EM Quarteira.

Apresentou demissão said...

Obrigado pela explicação morfologica, nunca tinha pensado nisto... Lisboa e Quarteira hermafroditas?!? Boa!

Vanadis said...

Se bem que "hermafrodita" signifique ter os dois sexos. Quarteira e Lisboa ou têm os dois, ou não têm nehum... ;-D

Vanadis said...

Ainda sobre os incêndios:

"O Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) anunciou a intenção de promover cursos de dança da chuva para ajudar a colmatar os efeitos dos muitos incêndios florestais que, todos os anos, afectam o país com a chegada dos meses quentes. “Já que há sempre problemas relacionados com os meios tradicionais de combate a incêndios, resolvemos apostar em técnicas alternativas,” explicou João Carlos Touro Sentado, recém-nomeado xamã do SNBPC.

Os cursos serão ministrados por feiticeiros das tribos Cherokee e Navajo a elementos escolhidos entre as corporações de bombeiros, prevendo-se que cada corporação possua pelo menos um elemento habilitado a fazer a dança da chuva até ao fim de 2006. Os conhecimentos adquiridos poderão ainda ser usados fora da época de incêndios para combater situações de seca. Quanto aos custos, trata-se de uma situação vantajosa para os cofres nacionais visto que os especialistas índios aceitam ser pagos com missangas, cobertores e objectos brilhantes.

Um dos xamãs já contactados para se deslocar a Portugal, chefe Américo Touro Entrevado Martins, um dos poucos índios americanos com sangue português (fenómeno resultante das noites loucas de convívio na pradaria entre colonos portugueses e nativas) confidenciou que “Protecção Civil falar como grande águia voando sobre leito do rio seco em busca de coelho. Xamã pedir a grande espírito para trazer manadas de bisontes até eles.”

Numa notícia relacionada, as operações de limpeza das matas promovidas pela Junta de Freguesia de Santa Marta de Usucapião, concelho de Amares, foram um sucesso e a área florestal ficou protegida contra os incêndios. No entanto, a manada de bisontes que passou a correr pela vila vinda sabe-se lá de onde fez dois mortos e dezenas de feridos. "

www.inepcia.com