Respondam lá?
O que se passa é o seguinte: fiz 24 anos, moro com a minha namorada, o namoro é quase uma instituição (isto porque se houvesse para aí um papel com as nossas assinaturas diziam que estávamos casados!), há um grupo de pessoas a quem chamo e considero amigos, porra, até tenho um gato(!!) e sair deixou de ter aquele significado...
Sim aquele significado de RAMBOIAAA permanente!
“Tás velho.”; “Tás cota.”; “Tás casado.”; “Tás careta.” – dizem... mas deixem que lhes diga uma (ou mais) coisa, “Ora Tomem Lá”: Não, não estou velho, não estou cota, não estou casado (alguém viu o tal papel???), e de todo não estou careta... NÃO??? (sei lá)
Não é que não goste de sair, mas ficar em casa tornou-se mais agradável... Pensem lá, porquê que a gente começou a sair de casa? Ok, para além dos copos... Para não estarmos com os “cotas” (Pais, no sentido moderno e carinhoso)... para bazar-mos do controlo deles. Olho para o lado... eles não estão aqui, hammmnnn!! E mesmo que estivessem somos suficientemente adultos para bazar-mos sem dizer nada e nem sequer dormir em casa!!!
Mas isto não é tudo, Tá certo, eles não estão cá... Mas há
outro problema que restringe esta merda toda: A crise está à porta, o EURO2004 também, os preços sobem, e o salário (ou whatever) não... Um gajo hoje em dia sai de casa, para ir a um bar/disco (ou whatever) vai pedir uma imperial e paga, meus amigos, não é só os olhos da cara, é também o cú e as calças (onde é que o mundo vai parar???). O preço mínimo varia entre 1 e 1,5 € (quando não é mais). Quem é que no seu perfeito juízo pagava, há não muito tempo, 200 ou 300 paus por uma bejeca??? Eu não...
Fiz uma consulta de mercado e vejam o preço da cerveja no Horta esta semana: SuperBock, 50 cents; Carlsberg, 45 cents; Sagres, 42 cents; Cristal, 35 cents; Imperial, 24 cents (!!!); Tagus e Cintra, Deus me livre!
Isto diz alguma coisa, ou não diz? Claro que diz, “Ora Tomem Lá”: Quer dizer que no mínimo por o preço de duas cerveja “outside” podia quase apanhar uma bubadeira “inside”...
Ok, Ok... já começam os chatos: “mas num bar tens de pagar as coisas que estão à volta, a música, os empregados, o segurança, o espaço, blá, blá, blá”...
ehhh láaaaa, eu até concordava se o que me dessem fosse de qualidade. Vejamos num universo de Faro (que podia ser qq outro lado). Bares pequeníssimos, tão pequenos que um gajo é obrigado a roçar num tipo do motoclube, mesmo estando a andar em sentido contrário. Bares sem luz, eles pensam que somos morcegos, um gajo entra lá (com os óculos de sol e tem de os tirar...) e arrisca-se a apalpar o cú a um tipo qualquer a pensar que era uma boazona. Bares sem qualquer tipo de ventilação, entras e és obrigado a fumar (e eu não estou a falar de fumar de forma passiva), sais e pensas que estiveste na Philip Morris ou que és um presunto estragado acabado de sair de um fumeiro. E a música, AAAIIIIII, a mais recente que se ouve saiu à 3 anos, todos as noites são noites “flashback”. Bom e os empregados são sempre de uma simpatia (Nop) que até apetece abraçar (é claro que há uns tão largos que não dá para o fazer, e quando são eles a faze-lo é mau sinal).
Então digam lá, onde é que estão as cenas baris??? Eu por mim fico em casa. Mas eu quero é a minha casa cheia de malta (tipo o blog) a fazer confusão, a cerveja é mais barata, a música o miguel disse que fazia de “Dê Jota” (embora eu reconheça que isto seja menos um ponto a favor), a malta faz a jantarada (normalmente chili muito picante, caril de frango, feijoada à brasileira ou uma churrascada agora que faz calor), abanca por lá na conversa, a ouvir o som que se quer, se estiver muito iluminado eu tiro uma ou duas lâmpadas e até pudemos jogar ao “Party”... :) e tass bem...
E então, ficar em casa é ser careta???
“Ora Tomem Lá”